quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Asfalta!














As comunidades se juntam pela lama, pois tudo a cair inunda sem alento toda falta de saneamento. Escorrida, às ruas dignidade às falta. Todos correm em busca de um alto lugar.
Mesmo gentes que não sentem, às falta inclusividade. Pode a exclusividade que elege minorias para angariar cotas solidarizar-se numa incontornável situação que historicamente se serve endividada, servir às maiorias que de mesmo sangue descendem? Assim se justifica uma nação que continua negando sem negar as cores de suas origens; e as dores, alvos. A força dos pobres ainda se refugia na família suas sacolas e bolsas. Suportando as carências, ainda que positiva intenção, às falta bolsa para escola trilhante em direção à estação nova consciência brilhante crítica e que capacita saborear livre dignidade, com trabalho honesto de pública visibilidade.
Com quantas CPIs se resgata atrasos na história? Contra a PEC 37 que vislumbrava minar o ministério público, de repente ninguém a propôs e todos são agora unânimes para sua derrubada já caída – dedos se apertam, e palmas decretam desincentivadas como um tapa forte na mesa que encerra o um assunto, controverso aperto de botões sim ou não de maioria sim. Será então força da rua? Asfalta ou não as falta? Alamedas, becos, ruelas saídas de guetos e as grandes avenidas e até estradas, são elas que se enchem de esperança por um chão firme e saneado.
A força da rua popular está popularizada e populosa. Polvorosa até, ainda às falta, por todas as ruas, as pessoas compreenderem que é o momento de não parar de se apresentar e, acima de si (não subindo à cabeça), apegados às mãos cartazes de insatisfação já propondo solução: diálogo com participação inaugurado pela nova geração.
A desestrutura leva todos à rua desestruturada. Não há canais de comunicação, há valas amplas desencontradas ou soterradas – areias movediças. E vontade política das classes de colarinho em ternos às falta – são movimentados para não perder seus cargos e cargas que transportam por cima da cerca inchada – fazendo restrição às famílias do campo que às falta.
PEC (Proposta de Emenda à Constituição), quais outras são tão absurdas quanto diminuir a maioridade penal ou como a PEC 33? E qual delas é realmente relevante ou absurdamente real: crianças e adolescentes puníveis ou os poderes do judiciário brasileiro de um pouco diminuído?
A decadência representativa tenta tornar seu vassalo o Supremo Tribunal Federal, o qual procura também criar tentáculos legislativos. Ambos executam o poder da agenda executiva, hora ministrando juízo, quando não, ministrando letras ilegíveis da lei. Congresso judiciário que conversa quase três poderes? É necessário republicar a vida política democrática do país federativamente. Para que de fato mais que represente, seja o Brasil nação participativa e de participação renovada e rotativa e viva.
São muitas faltas. As reivindicações são muitas, não faltam. A saber se todos vamos à luz da mensagem de Paulo Freire encontrar e nos dar comunhão: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.”
O legado da nova geração é tornar verdade a pedagogicamente libertação do povo, o reconhecendo igualmente desoprimido reciprocamente. Nova geração que rende por rede em rede quantidade de gente que, de várias diferenças, dão as mãos ecumenicamente para servir por um país melhor do aquele que se sonhou sonhar.
Brasileiro não desiste nunca, estampado e corporificado nesta geração que se estende e expande-se por ser dotada de inclusividade e das opções de “curtir”, “comentar” e “compartilhar”. Se revê, lendo analisando, instrumentalizando-se e invertendo a lógica (as lógicas), juventude irmanada com a grande sociedade asfalta as ruas do Brasil sinalizando tudo que é bom que venha: Justiça e Paz!

Por Pedro Lísias

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