As
comunidades se juntam pela lama, pois tudo a cair inunda sem alento toda falta
de saneamento. Escorrida, às ruas dignidade às falta. Todos correm em busca de
um alto lugar.
Mesmo
gentes que não sentem, às falta inclusividade. Pode a exclusividade que elege
minorias para angariar cotas solidarizar-se numa incontornável situação que
historicamente se serve endividada, servir às maiorias que de mesmo sangue
descendem? Assim se justifica uma nação que continua negando sem negar as cores
de suas origens; e as dores, alvos. A força dos pobres ainda se refugia na
família suas sacolas e bolsas. Suportando as carências, ainda que positiva
intenção, às falta bolsa para escola trilhante em direção à estação nova consciência
brilhante crítica e que capacita saborear livre dignidade, com trabalho honesto
de pública visibilidade.
Com
quantas CPIs se resgata atrasos na história? Contra a PEC 37 que vislumbrava
minar o ministério público, de repente ninguém a propôs e todos são agora unânimes
para sua derrubada já caída – dedos se apertam, e palmas decretam
desincentivadas como um tapa forte na mesa que encerra o um assunto,
controverso aperto de botões sim ou não de maioria sim. Será então força da
rua? Asfalta ou não as falta? Alamedas, becos, ruelas saídas de guetos e as
grandes avenidas e até estradas, são elas que se enchem de esperança por um
chão firme e saneado.
A
força da rua popular está popularizada e populosa. Polvorosa até, ainda às
falta, por todas as ruas, as pessoas compreenderem que é o momento de não parar
de se apresentar e, acima de si (não subindo à cabeça), apegados às mãos
cartazes de insatisfação já propondo solução: diálogo com participação
inaugurado pela nova geração.
A
desestrutura leva todos à rua desestruturada. Não há canais de comunicação, há
valas amplas desencontradas ou soterradas – areias movediças. E vontade
política das classes de colarinho em ternos às falta – são movimentados para
não perder seus cargos e cargas que transportam por cima da cerca inchada –
fazendo restrição às famílias do campo que às falta.
PEC
(Proposta de Emenda à Constituição), quais outras são tão absurdas quanto
diminuir a maioridade penal ou como a PEC 33? E qual delas é realmente
relevante ou absurdamente real: crianças e adolescentes puníveis ou os poderes
do judiciário brasileiro de um pouco diminuído?
A
decadência representativa tenta tornar seu vassalo o Supremo Tribunal Federal,
o qual procura também criar tentáculos legislativos. Ambos executam o poder da agenda
executiva, hora ministrando juízo, quando não, ministrando letras ilegíveis da
lei. Congresso judiciário que conversa quase três poderes? É necessário
republicar a vida política democrática do país federativamente. Para que de
fato mais que represente, seja o Brasil nação participativa e de participação
renovada e rotativa e viva.
São
muitas faltas. As reivindicações são muitas, não faltam. A saber se todos vamos
à luz da mensagem de Paulo Freire encontrar e nos dar comunhão: “Ninguém
liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em
comunhão.”
O
legado da nova geração é tornar verdade a pedagogicamente libertação do povo, o
reconhecendo igualmente desoprimido reciprocamente. Nova geração que rende por
rede em rede quantidade de gente que, de várias diferenças, dão as mãos
ecumenicamente para servir por um país melhor do aquele que se sonhou sonhar.
Brasileiro
não desiste nunca, estampado e corporificado nesta geração que se estende e
expande-se por ser dotada de inclusividade e das opções de “curtir”, “comentar”
e “compartilhar”. Se revê, lendo analisando, instrumentalizando-se e invertendo
a lógica (as lógicas), juventude irmanada com a grande sociedade asfalta as
ruas do Brasil sinalizando tudo que é bom que venha: Justiça e Paz!
Por Pedro Lísias
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