quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

-passar, para quem passar-

menina necessidade
ansiedade no sonho
ainda descompreendida
um abraço que proponho

apenas é você para quem é para quem você é

quer que passe com você
depois de amornar
rápido amanhecer
um café de namorar

além da porta, por fora
por onde desentram conhecidos
apenas, isto para intimidade
alinhando o corpo agora

a que escreve, uma mulher, um carinho literário

rascunho de carência serena
amando toda essa clarisse
fina como pele de cinema
uma curta luz que disse

forte no desejo, empenhada no sorriso e meiga na proximidade

há poucas calmas
ardendo com apetite
quantas delas há
almas suas, cama petite

vibram a vida, numa frequência semelhante, e a faísca

o atrito quente
das páginas e livros
despreocupa a gente
entregue aos ouvidos

e abre espaço, numa mesa separada, os que são deixados

servir apenas alguns sonhos
sensação inofensiva de prazer
para mediar os debates
deixando tudo acontecer

e o café e os livros e a cama, cada um com seu lençol branco

margeando vão
essas prosas nossas
na lei da atração

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