não existe
história contínua
às vezes triste
depois continua
aos cantos é
expansão tamanha
em contos são
consciência estranha
validade escassa
esparsa vitalidade
vaidade esvoaça
extensa virilidade
voz dispensam ir
superfícies, planos
tato orientam vir
mini nadas, enganos
se crescer é estar
descrever foi ser
aparecer é sumir
escrever foi sentir
borboletas belam a sala
os jardins assumem flores
o silêncio não se cala
os céus e seus amores
o que não vê
que não foi visto
carinho quer crer
ternura ser isto
escapa almas
palmas das mãos
são apenas aulas
conjunto de nãos
lembrando o futuro
que se quer então
significado de sentido passado
novas estâncias são
os novos ensaios
pregando peças
novos os devaneios
pequenos pedaços
à crônica vida selecionada
um exemplo inscritor
medida de tempo seccionada
tudo largo às margens cheias
juntar as peças num depois
formar imagens futuras
um passado untado de cinza
flutuam alheios ao fio da vida
nos arredores do hoje
o que foi e o que será
se querem entrelaçar
se juntam em cinza e mar
névoa neon atóis
plurais aveludados invertem
levitam pesados ares corais
que empolgados do chão vertem
inexperiente permuta
conduta displicente
caduca incoerente
recruta desistente
pedaços mnemônicos
às vezes econômicos
sintéticos palindrômicos
gôndolas de mundos cômicos
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