A
caminhada de paz revolta às lutas por Ser Livre desde a busca por dignidade e
reconhecimento no Egito, Etiópia, Babilônia, Índia, Andes, Áfricas do sul à
secura, Haiti, Vietnã, Sertão, Canaã e todas as ruas brasil que estão latentes por
Justiça e Paz!
“Meus
concidadãos e minhas concidadãs!” – diria Odorico Paraguaçu, figura cômica criada por Dias Gomes e interpretada por
Paulo Gracindo – “emboramente surpreendido com essa manifestação espontânea, e
como disse Victor Hugo, figura basilar da literatura francesa, ‘o progresso só
é obtido à custa da ousadia’. [...] Essa ingratitude desse povo! [...] Quando
a gente fala em dialogar, eles pensam que podem dar opinião. Dialogar sim, mas
sobre aquilo que a gente já decidiu.” Os votados agora se engasgam, ou regurgitam
as gorjetas recebidas por nós garçons da democracia em tons de cinza –
segurança com garantia sadomasoquista.
Os
vulneráveis são tanto os que sofrem pelos bolsões de ilusão, pelo submundo que
embolsa miséria, quanto os que se arriscam em reciprocidade para realocar o
amor, fonte de graça, para que comunhão se realize nas mesas nas quais hoje se
decide números da vida em centavos.
Juntos
na rua, mar de gente, ser humano! As manifestações ser humanas alcançam bem o
ecumênico ensejo de formar uma comunidade de discípulos destinada a dar
testemunho de Deus na história, seguindo no caminho de Jesus Cristo,
identificando-se como uma comunidade fiel à missão.
Uma
comunidade com diferenças reconciliadas! Segundo Sherron Key George, “Deus
deseja, busca, forma e se satisfaz com uma comunidade de culto com diferenças
reconciliadas.” De igual modo se alcança tal objetivo nas redes de gente que
estão indo às ruas abaixando bandeiras de partidos e erguendo hastes que flamulam
igualdade com diferenças reconciliadas. É muito mais que igualdade como
costumamos querer. Há um sentimento de bom encontro, com as diferenças sendo
fundamentais na participação. Mutualidade nos passos da caminhada. Todos na
direção certa! Isto é, há os não-reconciliados que causam dano. Uns poucos que
não gritam “sem violência”, pois estão empregados pela agressão e ódio. Querem
depredar os patrimônios públicos e os patrimônios em rede reconciliados,
formados por jovens e a eles unidos famílias completas e esperanças repletas.
A
necessária mudança de atitude e consciência se dá em favor da igualdade cristã.
“Nós não transformamos ninguém. Somente Deus, que está misteriosamente
trabalhando por meio do Espírito, transforma” nos diz George. A mídia vai e volta
imitando Odorico Paraguaçu: “Dialogar sim, mas sobre aquilo que a gente já
decidiu”. Também o farisaísmo político espera que o tempo passe e assim tudo
volte inflacionadamente ao seu “normal”.
Deus
não nos deixa esquecer do que aconteceu no Egito nem em Babilônia. Os profetas
não se calam, e ainda as pedras estão prontas a clamar – ainda que os reis
declamem lindos salmos. Canudos faz parte de nossa história, ainda que tudo
pareça farrapos, mas o povo é lembrado por Deus, pois deste não se esquece
jamais. Enfrentar a situação dita dura é superar a sensação de dignidade e
tê-la como digna realidade.
Caminhada
da reciprocidade de bem-querer, é para ela que nos chama o Espírito guia da
igreja. Protestantes não se indiferenciam, mas ecumenicamente se solidarizam em
voz profética que reconhece como sagrado o direito à vida plena que requer
educação de qualidade, saúde e direito à proteção das riquezas verdadeiras,
pois o acordo entesourado no caminho de Jesus nos une as bandeiras de Justiça e
Paz no reino de Deus.
“Pois
onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Mt 6. 21).
#VemPraRua dar testemunho de Cristo, ser
solidário, ser-junto, para o bem comum! Deus age na história e convida você
para agir com ele com cidadania, discernimento e amor para que haja justiça
social. Ele invariavelmente age no mundo! E onde nós estamos?
Por Pedro Lísias
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