quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

-água de mel-

onde se banham as abelhas
puras para entrarem num favo
suas asas se molham de baixo do céu
sibilam limpas para um voo ao léu

puras abelhas puras flores
se balançam ao vento
e giram cores
as abelhas e as flores

as abelhas se asam colmeias
produzindo secreto real geleia
protegida por operárias seladas
não reproduzem nada além de mel

chuva de medo do peso
uma gota maior que um lago
mais água que furo em queijo
logo pingos riscam de lado

ir buscar pólen à margem
em grupo podem selecionar
dentro porém das pétalas
néctar capaz de adoçar

objetivo mel mais flores
sob gotas e temores
sem querer mais amores
jardins de versar cores

por poças poucas, se arrastam
loucas moscas, as que passam
em louças cheias, liquefazem-se
as moças que passam, larvam-se

perene água de mel
em ranhuras do favo
não encontram, as abelhas
que escorre do céu

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