Nunca vi
uma caixa com nuca.
Talvez
elas não se acoplem bem à quadradeza!
Ou são
muitos lados, o que confundiria se de fato este ou aquele é a nuca.
Nunca vi
caixa com nuca!
Mas as
nucas são essenciais, pois dão sentido e, por oposição, revelam o rosto à
frente.
Mas as
caixas e as nucas não entraram, ainda, num acordo para esclarecer a todos e a
todas, de forma definitiva, onde se enquadraria a nuca numa caixa.
Algumas
vertentes defendem que caixas podem ter quatro nucas, desde que sejam cambiáveis,
caso a caixa tombe – se bem que, se a caixa resolver mesmo se deitar, a nuca é
boa para apoiar ao travesseiro.
Há outras
diretrizes que conferem força à ideia de que “pode haver nuca nas caixas, desde
que elas não se oponham às convenções e regras que normatizam nucas em caixas”.
Esta linha é mais complicada, visto que as caixas podem se opor de forma
involuntária às nucas; e é ainda mais complexo nos casos que derivam da
primeira vertente.
Textos
antigos não assumiram qualquer preocupação com a questão, apesar de as nucas
precederem as caixas. Desse modo, resta esperar – sabendo que as nucas nunca
deixarão de existir – que as caixas resolvam o tão logo seja possível a questão,
para que nunca haja excedente de nucas, o que nos infere pensar que, paliativamente,
as nucas, por enquanto, vão ficar dentro das caixas!
Assim,
conclui-se que caixa tem nuca!
Por Pedro Lísias
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