esquecer nada tem a ver
sem poder querer
pensar sem ter
houvesse algo
cuidar é a chancela para não se perder sonhos
lugar é o passado sonhado realizado
cair é um se redesenhar envolto do nada
regrar marginais
omitir buscas
emitir memórias, bruscas
burlar moderações, postuladas
tornar benigno o acaso
satisfaz amigo a alma
disfarçar o mel do favo
manso abrigo que vaza
ternura súplica vozes
eternidade única prontidão
calar-se todas as doses
não se fazem numa beira, canção
alegrai sô!
não manda não!
andai só?
na contramão
o fio perspicaz agudo avisa:
coisa pouca quer ser dita
não tropece adiante a vista
recusa, afiada, grita!
lembrar sem esquecer
vigiar sem alcançar
sonhar sem viajar
viver sem amar
lembrar sem esquecer
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