quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

-resquícios, flagelos e migalhas-

os esquecidos no vento
assumem cores divergentes
seguidos além alento
rumo que muda com o tempo

não se nomeiam
nem se deixam atrair
não se agacham
nem nos fazem rir

briga de bolhas secas
que espreitavam duma garrafa sair
corte de foice, meia bola
desejando a espuma iludir

as gotas cunhadas
correndo subindo sedentas
explodem no topo irmanadas
nenhuma volta, coitadas

retornáveis
por elas tantas passaram
pocando até os copos vazios
garrafas com calafrios

bolhas vidradas
líquidas também
falhas de fabrico
as garrafas resfriadas

tão leves se tornam pesadas
as areias de que se fazem garrafas

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