nós não somos fáceis
para nós mesmos
não somos faces
para sentir medo
parques tombados
leve antagonismo
porquês formados
pesado protagonismo
trama desdém
drama removido
trauma querido
calma também
alinhados caminhus
redeterminados cobrir
raio silhueto de cobre
bolha luz retesa rubi
a flecha que rampa
íngreme invisível
sem vigas a congressar
uma via solene côncava
que ainda tem seiva
verde musgos orlam estes caminhus
galho que não salva
árvores grandes e distantes ninhos
um alto céu
convexo meio anel
de noite vaga nuvem
completa manta revel
trilhas e bainhas
costurando planos
fundo azul noturno
orvalhos abotoados
adormecem aportados
para chorar de manhã
se deixando levar
não rolam, rumam, apertados
brilho cristal molhado
as gotas sem sal
iluminadas, primeiro, tal
feixe morno direcionado
úmidos caminhus reaparecem
passarelas à pressa
unidos se aquecem
ao largo, um dilúvio que seca
não fossem gotas
para um mundo pequeno
algumas forças
de um imenso sereno
alguns caminhus
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