quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

-wandalismo-

mais elegante que o próprio espelho
nas palavras esquece-se como planta
errante adentra à porta,
quase como se dela por um instante aparta

literalmente de manhã, logo de manhãzinha
a lagoa tranquila, nenhuma vibração
nem pequenas pedras atiradas, quicariam, barulhinho em vão
mas como um bloco de concreto, ela faz um bagunção

do murmurinho do sono mansinho e aconchegante
um barulho dinamitando sozinho, que vândala canção
às postas, coisas na mesa, a toalha sugada naquela direção
tomada conversa, quase um choque na mão! que momento! toda ela

melhor rir chorando, do que chorando chorar
xícara de chá, o café, leite e suco me dá!
nem vi que era seu, seus, eram... "este queijo está ótimo, hein!"
a geleia gostosa... como era gostosa... tchau bananas!

a penca inteira, sonho de plantar, ter um cacho, uma bananeira
uma forma de inverter o olhar, plante uma! vamos tentar?
saudável, inefavelmente consciente, lúcida... levante essa bandeira!
que bom! precisamos respirar. solte o ar

me devolve meu bocejo! nossa que medo, tranquilo encarar
com excesso de água, ainda acordando, bolsas do olhar
tática incerta: carinha de me deixa passar
o café não dá certo sem certo silêncio alcançar

de manhã o baião tem que ser de leve, um xote lentinho
olhos serrados, caneca na mão, fumaça vapor, em cântico
bem mais envolvente, rito a raiar, sol que nasce de vagar
ambiente bom para o dia começar

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